Este jogo é um jogo de ação hack’n’slash, e é brutal.

Acredito que esta ideia é um outro ponto de vista sobre moralidade, onde ao invés do jogador ser o perdedor que ganha o poder absoluto, e decidir o que fazer com ele, é sobre um homem no topo do mundo, que pode escolher perdê-lo.

Aqui, o jogador é alguém maior que um mero homem em uma guerra de pessoas comuns. Um homem com poder quase infinito: pode arrancar membros inimigos, atravessar armaduras com seus punhos, pular mais alto que qualquer um, ser mais rápido que qualquer um. Em outros jogos, um personagem assim é o último inimigo, ou alguém trabalhando para os vilões, um desafio para o herói, o perdedor, superar.

E ai está a ideia: que o jogador pense em si mesmo como um monstro, e como razão: cada inimigo é um mero empecilho, que morre com um único acerto. E eles não morrem, apenas, mesmo que tente ser misericordioso. Você é um homem que, com um golpe, em um mundo repleto de armas e armaduras que suportam bolas de fogo, pode matar qualquer um.

O jogo é em primeira pessoa, para que você realmente entenda quão bizarro você é. Sangue, gritos de dor e desespero, e tudo para tornar o jogador imerso nesta situação, onde o personagem pode ser livre. Os upgrades, afinal, não são golpes melhores, ou um movimento especial; os upgrades mantem a ideia da brutalidade/humanidade: um pode ser sobre ser uma máquina de matar mais eficiente, outro pode ser sobre ser um monstro, enquanto outro sobre como diminuir seu próprio poder.

No fim, haveriam dois tipos de jogadores, os bons e os maus. Os bons são aqueles que se limitam: o jogo é a história de um monstro que se tornou um homem apenas com sua vontade, aquele que seria o último vivo em uma noite de guerra é um homem comum, com uma vida comum. Os maus, por outro lado, são aqueles que decidem permanecer na guerra: eles não vão para a guerra e matam, eles vão para a guerra, e, quando voltam, não há nada reconhecível restando. Se uma vez o homem deixava cadáveres, agora há carne: distorcida, quebrada e não lembra, de qualquer jeito, que aquilo já foi um ser humano.

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