Esta é uma experiência que pensei durante a faculdade, sobre um projeto para lidar com a homofobia, mas gostaria de explorar mais coisas além dela.

Este jogo é de Realidade Virtual, onde o jogador é um protótipo de um robô, seu líder designado, e deve passar por diversas iterações para se aperfeiçoar, e após cada “período de testes” você preenche formulários, declarando o que há de errado em cada iteração.

No começo, cada robô é o mesmo, com a mesma cor, altura, detalhes, comportamentos, e isso é normal, pois na próxima iteração, começam as mudanças: alguns podem mudar suas cores, outros podem começar a falar, outros agir diferente. E você pode reportar isso: “mudar sua cor não vai ajudá-lo a se aperfeiçoar”, e na próxima iteração eles não mudarão suas cores.

Após algumas iterações, a ideia é que todos sejam diferentes: alguns serão mais ferais, enquanto outros irão discutir filosofia, alguns não usarão roubas, cientes de seus status como robôs, enquanto outros irão cuidar de suas aparências. Então começa a “parte pesada”. Robôs podem começar a estudar filosofia, podem começar a formar relações, e é aí que pretendo que o jogador pense por si mesmo.

O que é perfeição? Simular a humanidade, ou algumas características específicas da humanidade? Você pode customizar toda a sua “espécie” baseado apenas na sua opinião: cor, comportamento, formas…

Quero que o jogador se pergunte essas questões e pense sobre isso, fazendo conexões com o mundo real, sobre como pessoas vêem umas as outras, se uma única pessoa ou grupo pode ser responsável por toda uma sociedade.

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