Esta é a segunda parte da ideia A Strange Town.

Anteriormente, eu descrevi um pouco as dinâmicas do jogo: as diferenças entre a Mulher, a detetive, e Ele, o parasita místico.

Como dito antes, este jogo é um mundo aberto, como os outros do mercado, onde você dirige carros, interage com a cidade, e tudo mais que você espera de um jogo deste tipo. Então hoje eu quero explorar algumas diferenças entre as mecânicas destes dois personagens.

As diferenças, como dito antes, é que a Mulher lida com o mundo físico, enquanto Ele lida com o extraordinário. Eu imagino que o jogo tenha esta grande diferença, onde as missões com a Mulher são repletas de ação: você tem perseguições, tiroteios, explosões, e tudo mais. Imagino que pareça um filme de ação: não importa se uma bala nunca atravessaria algumas janelas e mataria duas pessoas em sequencia, se parece legal é possível, afinal, este não é o mundo real. Ela é uma mulher forte, ao invés de pessoas contratarem um grupo ela é capaz de fazer sozinha. Pessoalmente, não vejo ela como uma mulher “masculina”. Imagino que seja tenha um corpo mais definido, com cicatrizes, mas não tantas, de modo que ela não seja definida só pela aparência, não a vejo como uma massa de músculos, ou alguma modelo, mas alguém que você pode acreditar que passou por vários problemas.

Ele, eu vejo como alguém de dois metros, fazendo a Mulher parecer pequena. Mas ele não é, exatamente, um gigante, não é musculoso e cheio de cicatrizes, mas magro, com várias tatuagens, vestido com um sobretudo que flutua perto da cintura da Mulher, afinal, ele é um “fantasma” que está controlando ela. E quando você controla Ele, o jogo é mais tático. Ao invés de atirar quando possível, você deve falar com criaturas, buscar pistas, qualquer coisa que te ajude a identificar o criminoso. Então seria algo como um jogo de tiro em terceira pessoa, mas ao invés de armas você usa magia: o dano é muito maior, as ações tem impacto, você pode destruir desde paredes até prédios. Isso é para enfatizar quão complicado é este mundo: alguém poderia destruir um carro apenas com as mãos, e ninguém saberia a verdade, tirando a coragem daqueles que trabalhariam no caso, um problema que a Mulher ignora.

A relação entre os dois não é romântica, é mais uma rivalidade: a Mulher vê ele como alguém capaz, que estudou “magia” mais que qualquer um, mas é um mulherengo, quando possível, e quando enfrenta criaturas, que ela tenta proteger, ou levar à justiça, é um psicopata que não vê problemas em matar uma família. Para Ele, entretanto, a Mulher é uma coisa que ele tem que lidar com: ele está preto em seu corpo, apenas agindo quando ela autoriza, e não pode continuar sua pesquisa, ou tentar recriar seu corpo, pois ela segue aquele “código de ética” que as pessoas normais falam sobre. Suas conversas refletem esses lados, eles trabalham bem juntos, fazem o que é necessário, mas frequentemente discutem sobre seus pontos de vista, para a Mulher é servir o povo, enquanto paga, e quando não é, é melhor fazer a coisa certa à seguir seus próprios desejos, enquanto Ele defende que, enquanto servir pessoas não é um mal desejo, seguir seus próprios caprichos é uma aspiração melhor, e para Ele é fazer o que quer, quando quiser.

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