Não sei ao certo se esse jogo devia ser categorizado como um jogo de plataforma ou uma experiência. Por ora, vou seguir com plataforma, e se precisar eu mudo depois.

A primeira coisa que você faz, no jogo, é dar ao Personagem o “Sentido de Personagem”, um jeito complicado de dizer que ele entende que é um personagem criado por alguém, e sua existência, assim como tudo que conhece, são falsas. E você é Deus, aquele que brinca com suas vidas.

Afinal, Deus é algo acima de tudo, e o jogador está acima de tudo no jogo, capaz de controlar, pelo menos, um personagem. O que mudaria, então, se o personagem soubesse que ele não é verdadeiramente livre em sua jornada?

As dificuldades do jogo são uma parte disso, por exemplo. Baseados em arquétipos, como o Religioso ou o Rebelde, o jogo mostra ao jogador o quanto eles se importam com as “ordens”. O Religioso faria qualquer coisa que pedíssemos, seja andar, pula para alcançar um bloco ou até mesmo pular para suas mortes. O Rebelde não o faria, precisaríamos convencê-lo, seja por conversa, por suborno, ou por “realmente comandando” ele.

Conversar com eles é mais sobre filosofia do que dar ordens de fato. Imagino que, se alguém fosse capaz de conversar com Deus, ou alguém acima de nós, haveria muito mais “porquês” do que “eu quero…” Então alguns arquétipos, como o Sábio, por exemplo, podem resistir às suas ordens no início, mas quando começa estas conversas, pode confiar em você o bastante para seguir seus comandos.

Suborno é sobre usar a sua visão do jogo – não a do personagem, mas a sua – para dizer que, se eles fizerem alguma coisa, eles ganham alguma coisa. Se pularem naquele encosto, ganharão moedas. Se irem contra aquela parede, ganharão um bolo. Personagens podem não ter interessem em obedecê-lo, nem se importarem em discutir sobre eles mesmos, mas se importam com o que podem ganhar.

A última opinião, o “comando real”, é sobre tirar seu livre arbítrio, e fazer exatamente o que você quer que o personagem faça. Mas assim que o efeito acabar, você perderá sua confiança, e deve precisar usar novamente um comando.

O jogo seria idealmente jogado em um computador, onde você controla o personagem com o teclado, e assim que começarem a se questionar, ou se sentirem solitários, eles começam a falar: “Hey, posso te perguntar…” e você responde do jeito que quiser, mudando sua percepção de você; Vamos dizer, se você possui +80% você pode controlá-los diretamente, mas se está entre 50% e 80%, você aponta um local, e eles tentarão chegar lá. Entre 20% e 50% você diz apenas “esquerda, direita, cima ou baixo”, abaixo de 20% você não possui controle nenhum.

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