Aqui, eu não quero projetar esse jogo onde “pessoas são boas e Criaturas são ruins”. Ao invés disso, pretendo lidar com casos onde “as pessoas podem ter feito coisas erradas e algumas criaturas estão tirando vantagem disso, mas elas meio que merecem”.

O palco é uma pequena cidade em um lugar multinacional. Várias pessoas, várias línguas sendo faladas e várias histórias para ouvir, e você é a Mulher que lida com isso. Em vários casos, você lida apenas com bandidos comuns que estão tentando fazer as Criaturas parecerem más. Alguns socos, ossos quebrados e está tudo ok. Nesses casos, o jogo é como um sandbox comum – você dirige veículos, mas não os rouba, você pode correr, socar criminosos e interagir com pessoas, ganhando missões paralelas.

Mas haverá casos onde as Criaturas são os vilões da história. Nesses casos, o que você fará? Dar socos neles? Atirar com sua arma? Ninguém se importa com elas porque eles podem ser mortos facilmente. Algumas Criaturas são pequenas, mas rápidas. Outras podem cuspir fogo, ou outras serem invulneráveis a qualquer dano. E, nesses casos, você usa Ele.

Ele é um parasita. Ele já foi um mágico, que sabia alguns truques de como lidar com criaturas. Mas uma delas teve mais sorte, e trocou de corpos com Ele, que precisava de ajuda. E você foi a escolhida.

Quando você joga com a Mulher, você lida com coisas comuns, o ordinário. Mas o extraordinário é coisa d’Ele. Ele não tem misericórdia, e para Ele Criaturas são material de pesquisa, para serem dissecadas e analisadas. E é por isso que ele sabe que os Caras Grandes são feridos por madeira, ou os Rápidos podem dizer a verdade sobre qualquer um se você tiver açúcar. Ele está em pé de igualdade com as Criaturas, e ele sabe disso. Ele sabe como matar todas elas usando magica, enquanto a Mulher não pode.

Você tem seu jogo de ação, mas algumas vezes você estará lidando mais com conversas, barganhando e usando mágica. Claro, algumas criatuaras podem ser lidadas com combate a curta distancia, ou balas abençoadas por um padre, mas a ideia é que Ele fala, analisa e julga as Criaturas: ele fala com elas, ele interage com elas e ele tem a palavra final.

Eu quero apenas falar um pouco sobre o mundo. O mundo da Mulher é simples, entediante. É um mundo onde pessoas trabalham, dormem, comem e repete, e ocasionalmente veem as Criaturas. O mundo d’Ele é cheio de vida, onde Criaturas podem ser maiores que qualquer prédio, ou o próprio ar é uma colônia, e tudo é tão estranho que você quer se perder. E quando você volta para o mundo da Mulher… Você quer voltar para ver mais do mundo “legal” oculto dentro do mundo “chato”.

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